Não são de revolta
as lágrimas que teço.
Com essa ainda
consigo viver.
São do medo que o futuro
seja o agora e o passado
e que a solidão
não vá ceder.
São lágrimas escuras
estas que brotam
ilusões do sótão
e sonhos por conceber.
São arados que lavram
a terra que os móveis cobre
e buscam, regando
a flor que possa nascer.
Água escura que
ao vento há-de arder.
Pérolas Negras
que hei-de colher.