Alguém me chama
De lá de cima
Daquele monte.
Alguém me incita a andar
Por cima destas
Pedras escorregadias.
E acaricio nos bolsos
As estrelas cintilantes
Dos olhos espreito
O pôr do Sol que me prende
Na noite a Lua à mão.
Solta-se da boca
O chilreio da passarada
E dos cabelos a frescura
De uma alvorada.
Alguém me empurra
A alma, o ser
E o peso do sentido.
Alguém me leva
No sonho
Das doces ilusões.
E acaricio nos bolsos
As estrelas cintilantes
Dos olhos espreito
O pôr do Sol que me prende
Na noite a Lua à mão.
Solta-se da boca
O chilreio da passarada
E dos cabelos a frescura
De uma alvorada.
Alguém me alimenta
A esperança da dor
Não sofrida.
Alguém me sussurra
Que da matéria morta
Surge a Vida, renascida.