|
|
Intangível
Passo a sonhar, e que me importa a mim,
O que possam dizer quando eu passar?...
Se os meus ouvidos, surdos, são assim:
Só ouvem o que querem escutar!...
A maldade no mundo não tem fim...
E os homens, não me podem perdoar,
Esta altivez com que eu lhes digo: sim!
Sempre que a um não me tentam obrigar!...
Sonhando vou!... Aonde vou, nem sei...
Sei apenas que um dia chegarei
A deixar de ser eu... Ser o intangível...
Força vital, estranha... um novo vento,
A que possa sentir-se o movimento
Mas que tocar-lhe... seja um impossível!...
Manuel Cid Teles Sou Como Sou
10 - 10
|
|